O filme
Anna (Clara Augarde) tem 14 anos e volta de férias para a sua aldeia, deixando o colégio católico onde estuda em regime de internato. Tem que aproveitar as férias para preparar o momento pelo qual anseia: o crisma. Mas ao chegar, descobre que o pai acaba de sair de casa e que a mãe (Lio) está destroçada. Aproxima-se de Pierre, um amigo adolescente, e a sua fé começa a vacilar.
A realizadora
Katell Quillévéré nasceu em Abidjan (Costa do Marfim) em 1980 e estudou cinema e filosofia em Paris. Começou por integrar a organização de um festival de médias-metragens até que em 2007 realizou a primeira curta: À BRAS LE CORPS, seleccionada para apresentação na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes e para os prémios César desse ano. L’IMPRUDENCE e L’ÉCHAPPÉE foram as curtas seguintes, ambas seleccionadas para diversos festivais de cinema. UN POISON VIOLENT, título tomado de uma música de Serge Gainsbourg, é a sua primeira longa-metragem.
Nota de intenções da realizadora
“Eu sempre soube que o filme seria a história de uma rapariga muito nova apanhada na contradição entre a realidade de onde vem e para onde tem vontade de ir. Eu queria acompanhar um movimento de emancipação desencadeado pelo nascimento do desejo, da sexualidade. Este movimento é portador de violência, tanto para Ana como para aqueles que lhe são próximos. Ainda para mais, porque ele acontece num momento de afundamento do seu agregado familiar.”
Sobre o filme
“Quando a procura do sagrado – assunto em vias de desaparecimento – se cruza com os impulsos de vigor juvenil, chega-se a uma bela personagem que vive, à nossa frente, a experiência grave e contraditória, doce e violenta, da solidão e da liberdade.”
François Guillaume-Lorrain in Le Point
“Espiritualidade, inquietude, erotismo balbuciante: este primeiro filme descoberto em Cannes desenrola-se com delicadeza, ao mesmo ritmo que a sua (inicialmente) piedosa heroína.”
Mathilde Blottière in Télérama