Em Estrangeiros, projeto em estreia absoluta, a coreógrafa volta a desfrutar dos corpos e das suas imagens para lhes desvendar aquilo que faz deles, justamente, estrangeiros. Aparentemente carregados de identidade definida, os estrangeiros são, afinal, figuras transversais esvaziadas. Na sua diferença, são deslocações ora de clichés de identificação, ora de genuínas estranhezas comportamentais. Isolados, os estrangeiros vão cumprindo, exterior ou interiormente, dois grandes movimentos: de chegada e de partida.