/ Sinopse
/ voltar
Sábado, 17 Setembro a Segunda, 5 Dezembro
Exposição | Palácio Vila Flor
Da Escrita à Figura
Desenhos da Colecção da Fundação de Serralves

Os trabalhos reunidos nesta exposição exemplificam diversas atitudes singulares em relação ao desenho por parte de artistas que o utilizam, seja como um suporte de provocação de códigos de comunicação visual como a escrita ou a representação matemática, seja num exercício diarístico e intimista de problematização do retrato e da representação da figura, seja como experimentação de possibilidades da forma e da ocupação do espaço, nessa relação projectiva e processual que o desenho oferece por exemplo à escultura. Artistas de diferentes tradições, contextos e linguagens confrontam-se ao longo da exposição suscitando curiosas coincidências ou oposições na sucessão das suas obras.

Num primeiro núcleo, encontramos reunidos trabalhos de Mirta Dermisache, Ana Hatherly, Jorge Pinheiro e António Sena. Os trabalhos de Hatherly e de Dermisache são exemplares de uma relação entre escrita e imagem que, desde inícios do séc. XX,  tem redefinido a condição da obra de arte ao longo do século XX, das experiências dos primeiros modernismos até à emergência da poesia visual e da arte conceptual. A letra, a palavra, a frase e o texto tornaram-se suportes da obra de arte, frequentemente espacializadas para além do objecto ou do quadro. Hatherly e Dermisache utilizam a escrita, liberta dos seus significados linguísticos, como suporte de construção da imagem. No trabalho de Ana Hatherly, o desenho surge como a pura evidência do processo criativo nos seus automatismos, imediatismos e surpresas, mapas de sinais com uma existência paralinguística que se cruzaram com os caminhos da poesia experimental portuguesa, uma das géneses da crítica do objecto e da manifestação do processo junto do espectador, no contexto da história da arte portuguesa do século XX. No caso de Mirta Dermisache, as suas grafias abstractas, reveladas muitas vezes através de edições de artista como jornais e posters, propõem a utopia de um código independente de outros códigos manipulados nas suas convenções ideológicas, como acontece no caso dos órgãos de comunicação social. Alguns dos seus trabalhos apresentados nesta exposição foram realizados no tempo da ditadura argentina, o que que lhes conferiu de imediato a conotação subversiva de um confronto com os ditâmes censórios da época.
Jorge Pinheiro edita na década de 70 o álbum "Quinze ensaios sobre um tema ou Pitágoras jogando xadrez com Marcel Duchamp" (1970-74). Os desenhos minuciosos e meticulosos do artista nele apresentados são editados em "off-set", reconhecido o rigor da reprodução que esta tecnologia oferece em relação às técnicas mais artesanais da gravura ou da serigrafia, então mais frequentemente utilizadas em muitas das edições de artista acontecidas no contexto português. Jorge Pinheiro desenvolve nestes desenhos a série de progressão numérica do matemático italiano Fibonacci, a qual possibilita construção de figuras geométricas como a espiral. Torna-se curioso o confronto desta experiência de Jorge Pinheiro com as obras do artista italiano Mario Merz, o qual desenvolve igualmente a espiral como forma construtiva de muitas das suas esculturas, a partir das séries de Fibonacci. Cada um destes "quinze ensaios" é resultante de uma de uma diferente progressão numérica, estruturando-se esta através de conjuntos de pontos, linhas e curvas que se manifestam como códigos visuais construídos a partir de um conjunto de regras bem definidas. O título do álbum associa Pitágoras a Duchamp, numa conjugação irónica de referências entre um dos nomes fundamentais da história da reflexão matemática e um dos nomes fundamentais da arte do século XX, inventor do "ready made", igualmente reconhecido pela sua prática do xadrez, jogo que, como é sabido, engendra a possibilidade de um conjunto infinito de jogadas a partir de um conjunto de regras finito. A série de Fibonacci não deixa de desempenhar o papel de um "ready made" assistido nesta sua singular manifestação.

Na obra de António Sena, o desenho é revisitado a partir da inscrição, rasura, composição, evidência e ocultação de uma complexa cartografia de marcas, sinais, escritas e representações. A obra de Sena introduz referências onde a representação de sígnos identificáveis origina uma objectividade surpreendente num processo de apropriação de registros do quotidiano. Numa série de trabalhos de finais da década de 70, o artista apresenta gráficos de barras cujas coordenadas e abcissas resultam em ritmos de alturas e densidades variadas, estatísticas abstractas sem referentes, cuja mensurabilidade se regista através de números, linhas, notas dispersas, rasuras e grafias para além de qualquer legibilidade. Os contrastes entre claro e escuro, a diversidade dos ritmos gráficos, a inesperada emergência da cor combinada com a omnipresença da grafite, atingem o calor de um efeito barroco inusitado numa aparente linguagem fria e abstracta. A presença subjectiva e irregular da mão, do gesto sobre a folha de papel, sobrepõe-se à pretensa objectividade de uma forma de representação.

Num outro núcleo da exposição, cruzam-se desenhos da autoria de Sigmar Polke e de Paul Thek. São trabalhos de natureza quase diarística, registros de ideias e de projectos marcados frequentemente pelo humor e pela irrisão. Os desenhos de Thek  são feitos sobre páginas de jornal. O artista pinta um fundo monocromático sobre o papel, cobrindo as suas notícias e informações, onde inscreverá desenhos simples e irónicos,  como uma teia de aranha ou uma batata antropomorfizada. O trabalho diário do artista sobrepõe-se e apaga as notícias quotidianas do mundo, contrapondo-lhe a intimidade de uma diferente cosmogonia. Os desenhos de Polke, provenientes dos seus cadernos de notas de finais da década de 60, constituem igualmente anotações diarísticas de projectos que nessa altura o artista concretizará nas suas pinturas ou esculturas subversivas e irreverentes, como acontece no caso do projecto da sua famosa "Casa de Batatas"  aqui apresentado.

O retrato surge como tema dominante de um outro conjunto de desenhos e gravuras da autoria de Gaetan, Dieter Roth e Thomas Schütte. Em Gaetan e Dieter Roth, o autoretrato surge como uma instância de discussão crítica de conceitos como a identidade, a autoria, a originalidade e o reconhecimento social da condição do artista. Em Roth, o autoretrato alia-se frequentes vezes à caricatura, exagerando determinados detalhes fisionómicos até quase tornar abstracta a configuração do (auto)retratado, explorando o grotesco e até a escatologia. Em Gaetan, na série "Contra mundum", as variantes introduzidas em cada autoretrato caricaturam com alguma ironia e subtileza o conceito e a ambição do retrato "psicológico", assim como a sua potencial apropriação decorativa por parte do coleccionador, como se torna explícito pela dimensão quase barroca das molduras que o artista escolheu para cada trabalho. O título "Contra mundum" assume com humor a herança do cliché romântico do confronto da singularidade do artista com os estereótipos sociais.  Em ambos os artistas, o autoretrato afirma-se como um programa original e solitário onde confrontam um ponto de vista singularmente crítico e distanciado sobre a autorepresentação do artista no contexto da recepção da sua obra. Por sua vez, Thomas Schütte parte da referência dos retratos de polícia para nos apresentar sete retratos de criminosos, onde a linearidade da sua configuração sugere igualmente o desenho de tribunal ou o retrato psicológico, como se estes desenhos nos remetessem para a época onde o desenho associava determinados detalhes fisionómicos a um retrato psicológico do retratado.
Uma singular manifestação de um desenho figuracional encontra-se no trabalho de Jorge Queiróz. Em cada um dos seus desenhos, figuras e objectos convertem-se em fragmentos de narrativas desconhecidas, configuradas na expressão de um desenho onde a composição inscreve a possibilidade da estória, sem que esta jamais se torne explícita, oscilante entre o apontamento do real e a sua transgressão fantástica. Cada folha é preenchida por um universo particular onde imaginação e realidade coincidem para além de todas as referências que neles possamos descobrir.

Um recentramento em problemas como o objecto e a figura, os materiais e os processos construtivos, torna-se visível na obra de artistas como José Pedro Croft e Rui Sanches, cujo trabalho escultórico é muitas vezes acompanhado por uma outra parte de um trabalho que utiliza o desenho como expressão autónoma da exploração da forma e do espaço, pensados aqui numa sua expressão bidimensional. Os desenhos de Croft e de Sanches não são preparatórios das suas esculturas, mas a sua autonomia não ilude as questões da natureza espacial do objecto, no caso de Croft, e da acção sobre o espaço, agora assumido na dimensão gráfica da folha de papel, no caso de Sanches. José Pedro Croft desenha formas preenchidas pela cor onde trabalha questões como a relação entre o interior e o exterior de um objecto, a transparência e a opacidade da estrutura que o constrói. Rui Sanches utiliza nestes desenhos o esmalte, a par do carvão e do pastel de óleo, suscitando uma tensão entre o movimento e a fixidez, entre a dispersão e a concentração de traços e manchas. O desenho surge aqui como instrumento e como processo de acções que lhe reconfiguram a tradição e redefinem as possibilidades da sua expressão.  

"Da Escrita à Figura", a presente exposição desenvolve-se num conjunto de momentos representativos da obra em desenho de artistas cujo confronto não é óbvio nem depende de gerações, filiações, influências ou analogias manifestadas nos seus trabalhos. Em todas eles, o desenho surge como um questionamento do seu fazer de artistas, na intimidade do confronto que suscitam no contexto da Colecção da Fundação de Serralves, assim como de outras colecções institucionais e privadas que nela se encontram em depósito. É uma honra e um privilégio poder com estes trabalhos inaugurar um novo espaço dedicado ao desenho com que a Fundação Carmona e Costa contribui agora para o enriquecimento e para a diversidade do contexto artístico português.

João Fernandes

 
Lista de obras:

Ana Hatherly
Mapas da Imaginação e da Memória
2 volumes
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Postais (1964-1990)
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Mirtha Dermisache
Grafismos sobre folha de papel em formato de livro
4 cartas postais
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto
Ana Hatherly,
Sem Título, 1975
Tinta-da-china sobre folha de papel
84x60cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
A revolução, c. 1960
Desenhos a tinta da china sobre papel
31,7x24cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Sem Título, 1990
Tinta-da-china sobre papel
32x24cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Sem Título, 1990
Impressão e tinta-da-china sobre papel
18,5x13,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Sem Título, 1990
Impressão e tinta-da-china sobre papel
53x40,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Sem Título, 1990
Tinta-da-china sobre papel
25,2x35,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Ana Hatherly
Papiro Rock, 1981
Lápis de cera e colagem em rolo de papel preso a cilindros de madeira
35,5x540cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Jorge Pinheiro
Quinze Ensaios Sobre Um Tema ou Pitágoras Jogando Xadrez com Marcel Duchamp, 1970-1974
Álbum com gravuras (off-set) sobre papel fabriano de 300 gr. 
Cada gravura 35x50cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Mirtha Dermisache
Sem Título, s/d
Tinta-da-china sobre papel
25,5x32,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Mirtha Dermisache
Sem Título, s/d
Tinta-da-china sobre papel
25,5x32,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Mirtha Dermisache
Sem Título, s/d
Tinta-da-china sobre papel
25,5x32,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Mirtha Dermisache
8 folhas avulsas inscritas a preto em folha de papel tipo jornal
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1969
Spray e colagem sobre papel
52x38,6cm / c/ moldura 63x49,5cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1970
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1970
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1970
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1969
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1970
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1970
Spray industrial, grafite e carvão sobre papel milimétrico
55,8x76cm / c/ moldura 66,5x87cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Estatis-tika-01, 1979
Grafite e lápis de cor sobre papel
69,8x100cm / c/ moldura 83x113cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

António Sena
Sem Título, 1979
Grafite e lápis de cor sobre papel
69,8x100cm / c/ moldura 83x113cm
Colecção do artista em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Ohne Titel, 1967-1968
Lápis, caneta de feltro sobre papel
29,8x21,1cm / c/ moldura 68,8x52cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Ohne Titel, 1968
Guache sobre papel
29x22,5cm / c/ moldura 66,7x52cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Für Bild na der Seite Toten-Kopfstoff, 1968
Lápis, tinta-da-china, guache sobre papel quadriculado
21x14,5 / 66,7x51,8cm c/ moldura
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Ohne Titel, 1968
Guache sobre papel pautado, 1968
21x15cm / 66,5x51,8cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Kartoffelpyramide, 1968
Guache sobre papel quadriculado
21x14,5cm / 66,5x52cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Sigmar Polke
Untitled, 1965
Esferográfica e esmalte sobre papel
29,5x 21cm / c/ moldura 66,7x 51,8cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Paul TheK
Golden Web, 1975
Acrílico sobre papel de jornal
58x84,5cm / c/ moldura 69x95,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Paul Thek
Potato, c. 1975
Acrílico sobre papel de jornal
58x84cm / c/ moldura 69x96cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Paul Thek
Proust- Faust, 1975
Esmalte e acrílico sobre papel de jornal
58x85cm / c/ moldura 69,5x96,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto


Dieter Roth
My Eye is a Mouth, 1966
Intaglio (água-forte), vermelho sobre papel branco de fabrico manual
79,5x59,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Vierfaches Selbstportrait von Hinten, 1972
Impressão planográfica (pedra), preto, 4 formas de impressão sobre papel branco de fabrico manual
65x50cm / c/ moldura 69,5x54cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Selbstbildnis als Zungen und Nasen, 1973
Desenho sobre papel
58x78cm / c/ moldura 62,5x83,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Self- Portrait as Flower Pot, 1971
Impressão planográfica, 24 cores, 11 formas de impressão, papel de fabrico manual amarelo e marca de água de Dieter Roth
76x98,4cm / c/ moldura 81x104cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Self-Portrait on Pisspot (From Behind), 1972
Celulose, impressão planográfica (zinco), preto sobre papel branco de fabrico manual
90x70,5cm / c/ moldura 94,5x 75,3cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Dichterbuste, 1969
Gravura em relevo (bloco c/ linhas), castanho sobre papel castanho-claro, reprodução fotomecânica de 1 desenho
50x62cm / c/ moldura 54,5x67cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Dieter Roth
Self-Portrait from Behind, 1973
64x92,5cm / c/ moldura 69x97cm
Impressão planográfica (handoffset) s/ papel branco de fabrico manual
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Jorge Queiroz
Sem Título, 2000
Lápis sobre papel (8 desenhos)
Cada c/ moldura 57x42,2x3cm
Colecção Banco Privado em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Thomas Schütte
Criminali / 7 portraits, 1992
7 elementos em aguarela e lápis sobre papel
66x50cm /  c/ moldura 85x67,5cm
Colecção Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Gaetan
Moosbrugger, 1991
Grafite sobre papel
76x56cm / c/ moldura 108x83,5cm
Colecção Ivo Martins em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Gaetan
Ulrich, 1991
Grafite sobre papel
76x56cm / c/ moldura 99,6x79,5x3cm
Colecção Ivo Martins em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Gaetan
D`après nature, 1994
Grafite sobre papel
76x56cm / c/ moldura 108x88,5x3,5cm
Colecção Ivo Martins em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Gaetan
Contra mundum, 1988
Tinta-da-china sobre papel(conjunto de 9 elementos)
c/ moldura 70x55,5cm
Colecção Secretaria de Estado da Cultura em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

José Pedro Croft
Sem Título, 1999
Guache, óleo, tinta sobre papel
152x230cm / c/ moldura 164,5x245cmx5cm
Colecção Peter Meeker em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

José Pedro Croft
Sem Título, 1996-1998
Guache, óleo, tinta sobre papel
80x121cm / c/ moldura 94,5x134,6cm
Colecção Peter Meeker em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

José Pedro Croft
Sem Título, 1991
Água-forte, tinta sobre papel
79x146cm / c/ moldura 92,5x159,4cm
Colecção Peter Meeker em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

José Pedro Croft
Sem Título, 1991
Água-forte, tinta sobre papel
148x108cm / c/ moldura 161,5x121cm
Colecção Peter Meeker em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Rui Sanches
Sem Título, 2000
Grafite, guache, tinta-da-china e colagem sobre papel
100x141cm / c/ moldura 116x156cm
Colecção Peter Meeker em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Rui Sanches
Sem Título, 1986
Técnica mista sobre papel
38x51cm
Colecção Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Rui Sanches
Sem Título, 1999
Barra de óleo e esmalte sobre papel
100x70 cm
Colecção Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

Rui Sanches
Sem Título, 1999
Esmalte e carvão sobre papel
50x70cm
Colecção Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento em depósito na Fundação de Serralves, Museu de Arte Contemporânea, Porto

2009 © Design Martino&JañaDesign | Programação Webprodz | Optimizado para resoluções superiores a 1280x800