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Sábado, 24 Setembro | 17h30
Música | Pequeno Auditório
Las Guitarras Locas
Apresentação dos Encontros Alcultur

"Os decretos podem outorgar cidadania, mas ser-se cidadão não dispensa um activo empenhamento próprio" .
Este excerto do texto da conferência "Cultura, Educação e Cidadania" proferida pelo professor doutor José Barata Moura no encerramento dos "Encontros AlCultur Portalegre 2004", expressa e sintetiza os fundamentos que nos conduzem neste desafio que são os "Encontros AlCultur".
Assumimos, pois, que a cidadania integra e determina a identidade dos "Encontros" e assumimos que, para nós, promover e organizar os "Encontros AlCultur" é, também, um acto de cidadania.
Agimos no sentido da descentralização, conscientes de que, como também foi afirmado em Portalegre, "descentralizar é criar e afirmar novas centralidades" .
Sabemos que fazer os "Encontros" aqui ou ali, no interior do país, talvez não altere nada de significativo no imediato. Sabemos também que, ao afirmar a descentralização como objectivo central, corremos até o risco de alguma presunção.
Contudo, acreditamos que este pequeno contributo que damos é - será - importante, e por isso, a identidade dos "Encontros" integra igualmente uma estratégia de descentralização que determina o seu modelo, estrutura e funcionamento.
Consideramos que a cultura e a educação - indissociáveis das dimensões política, económica e social do desenvolvimento e da democracia, que são condições materiais da sua realização - constituem factores fundamentais e determinantes de afirmação da nossa identidade social e individual, isto é, o que, em cada momento, dá sentido à nossa vida e à nossa relação com os outros e com o mundo.
Entendemos que a cultura é condição essencial do exercício da cidadania e é, ou deveria ser, dimensão estruturante do processo educativo.
Não a cultura como a sacralização do passado e do conhecimento, mas sim como um sistema complexo, de actividades e práticas, de atitudes e comportamentos, de valores, de potencialidades de experimentação, inovação e criatividade, e de capacidades para responder aos desafios da realidade em evolução permanente.
Defendemos que a cultura seja assumida como eixo determinante do desenvolvimento integrado dos indivíduos e das comunidades e que, como tal, seja pilar de políticas públicas ao serviço dos cidadãos.
A cultura ou, talvez mais adequadamente num contexto de globalização, as culturas, são o garante das identidades individuais e colectivas.
É a cultura que assegura as pontes entre a tradição e a experimentação, entre o que já é património e a contemporaneidade que o há-de ser, entre o passado e o futuro (re)construídos no presente.
É possível que haja quem tente inferir conclusões políticas, ou outras, deste texto de apresentação e que, em função dessas conclusões, construa o seu posicionamento em relação aos "Encontros".
É até provável que algumas pessoas nele consigam vislumbrar a confirmação ou a contradição das suas próprias convicções e preconceitos.
No entanto, e não rejeitando que temos - cada um de nós - as nossas próprias convicções e preconceitos, não é nossa intenção impô-las ou sequer mesmo manifestá-las de forma privilegiada num espaço que supostamente dominamos, porque por nós foi criado.
Antes queremos "provocar" encontros, e também desencontros, num quadro de emergência das especificidades, das diversidades e das diferenças que caracterizam os múltiplos actores culturais que intervêm no país e no mundo.
Antes queremos desafiar a que compareçam ao encontro todos os que tenham algo a dizer ou a ensinar e todos os que estejam disponíveis para ouvir ou aprender.
Como também em Portalegre afirmou o professor doutor José Barata Moura, "A cultura é sempre uma transgressão de fronteiras, uma ultrapassagem de limites e de limitações. Por isso, ela convoca, de modo constitutivo, a imaginação e a criatividade."
Nós acrescentamos que a cultura convoca também a cidadania e a participação!

Vítor Martelo
(coordenador da comissão Organizadora dos "Encontros AlCultur 2005")
 
 
SINOPSE
"Las Guitarras Locas"

Las Guitarras Locas é um projecto de música instrumental  baseado  na comunicação e cumplicidade entre duas guitarras, com interpretação de composições originais e temas de outros autores.
A sonoridade latina com influências de Jazz, de flamenco e de Blues, caracterizam de forma geral o diálogo das guitarras em palco.
Após a gravação do primeiro álbum  Las Guitarras Locas, João Cuña e Luís Fialho preparam-se  agora para  editar o segundo CD denominado Guitarra Tejo, com a participação do percurssionista Raimund Engelhardt nas Tablas e Cajon.

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