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Sexta, 11 Novembro | 22h00
Música | Grande Auditório
Ralph Alessi Quartet Featuring Jason Moran

Ralph Alessi
Desde 1991, Ralph Alessi (trompetista/compositor/professor) é uma figura muita activa no mundo de Jazz e música improvisada de Nova Iorque como artista principal e membro de orquestra. Ralph Alessi - que o jornal Los Angeles Weekly descreveu como "um virtuoso aventureiro muito procurado que sabe lidar com quase tudo" -  já actuou e gravou discos com mestres como Steve Coleman, Uri Caine, Don Byron, Ravi Coltrane, Sam River, Fred Hersch e muitos outros grandes inovadores.

Natural de San Francisco (Califórnia), Alessi esteve desde sempre ligado à música. Cresceu no seio de uma família musical, na qual se destacam o seu pai, Joseph Alessi, com quem começou a estudar trompete aos 6 anos de idade, e a sua mãe, antiga cantora de ópera no Metropolitan Opera Company. Entre 1985 e 1990, frequentou o California Institute of the Arts, e estudando com Charlie Haden e James Newton, tirou o curso B.F.A. (Bachelor of Fine Arts) em trompete (jazz trumpet performance) e acabou com um Mestrado em Estudos de Baixo, (jazz bass performance). Durante os anos que viveu em Los Angeles, actuou com Bill Perkins, Frank Strazeri e a Liberation Music Orchestra, esta liderada por Charlie Haden, apenas para citar algumas figuras conhecidas. Pouco tempo depois da sua mudança para Nova Iorque, Alessi juntou-se a bandas sob a direcção do saxofonista Steve Coleman e do pianista Uri Caine (com quem continua a tocar actualmente) e realizou gravações e concertos com Michael Cain, Curtis Fowlkes, Peter Epstein, Mark Helias, David Gilmore, Bobby Previte, Tim Berne, James Carrey, Andy Milne, Muhal Richard Abrams, e Lonnie Plaxico. Como sideman, actua e grava com Don Byron, Tim Berne, Drew Glass, Kenny Werner, Fred Hersch, Scott Colley e o Extension Ensemble.
Como líder de grupo, Alessi já gravou 3 discos. Em 1999 estreou o seu primeiro CD Hissy Fit (Loveslave), uma gravação que a revista Cadence chamou "vencedora".  O seu segundo CD foi Vice and Virtue (RKMmusic), um trabalho de colaboração quase totalmente improvisado com o baterista e trompetista Shaney Endsley, que o Jazz Review declarou ser "um prazer único". No mesmo ano, 2002, saiu também This Against That (RKMmusic), um projecto de quinteto incluindo Don Byron e Jason Moran que recebeu elogios de cinco estrelas da revista Downbeat. Em 2006, Alessi editará ainda mais dois CDs.
Como professor, faz parte do corpo docente do Five Towns College e do prestigioso conservatório, Eastman School of Music. É fundador e director da School for Improvisional Music (www.schoolforimprov.org), um instituto sem fins lucrativos que patrocina workshops em Nova Iorque. Mais recentemente, entrou como Professor Convidado na New York University.


Jason Moran
Jason Moran nasceu em 21.1.1975 em Houston (Texas). Começou a tocar piano aos 6 anos de idade mas sempre quis desistir do instrumento até ouvir pela primeira vez a música de Thelonius Monk. Esta experiência fez com que o amor pela música renascesse e chegou a colocar a figura desta lenda de Jazz como o exemplo a seguir no seu percurso e formação.

Moran foi  um estudante muito activo no curso de Jazz no High School for the Performing and Visual Arts (HSPVA) de Houston, onde tocou numa big band e liderou um quarteto. As suas aspirações e talentos encaminhavam-no, contudo, na direcção de Nova Iorque onde entrou na Manhattan School of Music, a escola que escolheu porque pretendia ser aluno de Jaki Byard, um músico de Jazz que deu aulas a Moran durante 4 anos e cuja vida serviu-lhe de  exemplo (o comum role model) para o resto da sua vida. Durante este tempo, Moran estudou com outros pianistas inovadores e modernistas tal como Muhal Richard Abrams e Andrew Hill, artistas criativos que o influenciaram profundamente e ajudaram-no a encontrar a sua própria identidade musical.

Em 1997 Moran andava no ultimo ano da universidade quando o seu amigo e colega de liceu, o baterista Eric Harland, deu o nome de Moran a Greg Osby, que estava naquela altura a criar uma banda para uma tournée na Europa. Osby contratou Moran e a colaboração dos dois desconhecidos revelou-se uma combinação auspiciosa. A intimidade artística entre os dois estabeleceu-se logo nos primeiros momentos juntos em palco, e desde então, Moran tornou-se convidado permanente tocando nas bandas de Osby em tournée e em estúdio.
A estreia profissional de Moran no disco de Osby, Further Ado (Blue Note), chamou a atenção dos executivos da Blue Note que posteriormente ofereceram um contrato ao jovem pianista. A associação com a Blue Note é apropriada porque põe Moran na linhagem de pianistas e compositores inovadores (Monk, Herbie Hancock e Herbie Nichols, por exemplo) cujas as carreiras também foram sustentas pela ilustre editora de Jazz.
A estreia de Moran como líder, foi no disco Soundtrack to Human Motion, que reuniu Osby e Harland com o vibrafonista Stefon Harris e o baixista Lonnie Plaxico em 1999. Foi recebido com grandes louvores dos críticos - Ben Ratliff do New York Times declarou o CD, o melhor do ano. No ano seguinte, Moran formou o trio com o baixista Tarus Mateen e o baterista Nasheet Waits no disco Facing Left, que provocou o comentário imediato da revista JazzTimes, "um clássico instantâneo". Para Black Stars,  a terceira gravação com a Blue Note, Moran convidou o ícone vanguardista, Sam Rivers, que tocou saxofone, flauta e piano. Gary Giddins, jornalista do Village Voice, afirmou que "muito provavelmente, Black Stars vai ser julgado uma obra-prima da Blue Note no futuro. Agora, sem dúvida, é um dos discos mais brilhantes do ano."
Moran já actuou como sideman com vários artistas, dos quais mencionamos: Cassandra Wilson, Joe Lovano, Don Byron, Steve Coleman, Lee Konitz, Von Freeman, Ravi Coltrane, e Stefon Harris. Foi o mais jovem músico galardoado pela New Work Commission no Festival de Jazz de San Francisco. Também recebeu uma bolsa no âmbito do programa "New Works: Creation and Presentation" da Chamber Music America, financiado pela Doris Duke Charitable Foundation. A revista Jazziz comentou: "Moran tem a coragem de acreditar nas suas próprias convicções - ele é um pouco vadio, um pouco vidente, mas domina fluentemente as máquinas `cortar/colar/juntar´ da produção hip-hop."
Em 2002, Moran editou o disco de trabalho solo, Modernistic, com aplausos do mundo de Jazz e foi premiado Guinness Rising Star no Cork Jazz Festival do mesmo ano. Em 2003, um disco chamado The Bandwagon, fruto de 6 dias de colaboração durante os concertos no clube Village Vanguard em Nova Iorque, foi o suficiente para a equipa Moran-Mateen-Waits ganhar o título de Melhor Grupo de Percussão no Mundo de Jazz segundo o jornal New York Times e motivou a observação do Rolling Stone proclamando Moran "o pensador mais provocante no Jazz actual."
Destacamos outros prémios: "Up-n-Coming Jazz Musician" de 2003, atribuído pela Jazz Journalists Association; capa da revista JazzTimes com Joe Lovano e capa da revista Down Beat com seu mentor, Andrew Hill; primeiro lugar nas sondagens dos críticos da revista Down Beat em três categorias em 2003 e 2004 (Rising Star Jazz Artist, Rising Star Pianist, Rising Star Composer); em 2003 e 2004, o First Run Film Festival premiou Moran na categoria "Melhor Banda Sonora Original" para os filmes "Two Three Time" (do realizador Pagan Harlemann) e "All We Know of Heaven" (do realizador Chris Dillon); Prémio "Best Jazz Combo - The Bandwagon" e "Best Performance - Solo Piano at The Jazz Standard", atribuidos por New York´s Nightlife.
Na área da educação, tem trabalhado como professor/leitor no Banff Center for the Arts (Canadá) (2003-2004), no Vallekilde Jazz Camp na Dinamarca (2003), na escola Skidmore (2000), na Manhattan School of Music (2002-2004), na New School (2004)  e no HSPVA (High School for the Performing and Visual Arts) onde ele próprio estudou. Em 1994, a sua família criou no HSPVA, a bolsa chamada "Moran Scholarship Award" que apoia um(a) aluno(a) de Jazz no 11º e no 12º ano. Moran assumiu a direcção do comité de selecção da bolsa em 2001 para cumprir a sua promessa de apoiar a causa da educação.
O seu sexto disco na editora Blue Note, com o título Same Mother, saiu em Fevereiro de 2005. Para este disco com tendências de blues, os habitués do Bandwagon convidaram o guitarrista Marvin Sewell. Segundo o New York Times, "Same Mother examina de novo os blues, mas de uma maneira liberta do peso daquela dinâmica e estrutura musical de sempre."
Jason Moran recebeu o prémio de 2005 da revista Playboy - na sua primeira edição - de Artista de Jazz do Ano.

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