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Quarta, 16 Novembro | 22h00
Música | Grande Auditório
Jason Lindner, Bill Mchenry, Omer Avital And Daniel Freedman

Jason Lindner
"Jason Lindner é um universo musical" - Chick Corea
"Lindner é uns dos mais talentosos e versáteis artistas e compositores da sua geração" - revista TimeOut New York
"Ninguém pode competir com este tipo [Lindner] no mundo de Jazz e é fácil de compreender porquê. Tem uma personalidade tão grande que o público não pode deixar de sentir a sua presença mesmo no meio de uma enorme orquestra.  Não percam este artista! - revista Keyboard
"Aqui temos o som de Nova Iorque, o pianista Jason Lindner, um artista cujo o talento dá esperança para o futuro." - BBC Jazz on 3, Londres
O pianista Jason Lindner é uma figura bem conhecida no mundo de Jazz nova-iorquino desde meados da década de 90, quando o famoso e quase venerado clube Smalls, no célebre Greenwich Village, se tornou o lugar habitual da nova geração de músicos inovadores de Jazz. As actuações de Lindner, sempre em grupos grandes, chamaram a atenção, não só de membros da comunicação social que depois escreviam críticas sobre o clube, mas também de directores de varias editoras de música desejosos de promover uma nova carreira brilhante. Ver a sala esgotada no Smalls numa segunda-feira, só para ouvir Lindner, era normalíssimo e aliás o sonho dos músicos mais celebrados que podiam conseguir tanto público apenas nos fins de semana. Infelizmente, Smalls fechou em 2003 e os artistas mudaram-se para Fat Cat Billiards, a poucos metros de distância, no mesmo bairro. O fim do lendário clube não acabou com as actuações de Jason Lindner que continuam imprescindíveis 10 anos depois do início da sua fama.
"É uma das Big Bands mais impressionantes a surgir nos últimos tempos... cheia de declarações, temas recorrentes e um leque de sentimentos abrangendo as baladas mais elegantes aos ritmos que mexem muito com o corpo." - revista Jazz Times
O dinamismo das actuações de Jason Lindner, natural de Nova Iorque, é a razão do sucesso do disco dele, Premonition, divulgado pela Stretch, a editora de Chick Corea, e faz com que colabore inúmeras vezes, quer em palco ou em estúdio, com os seguintes artistas e grupos: Roy Haynes, Dave Holland, James Moody, Paquito Rivera, Jon Hendricks, Roy Hargrove, Avishai Cohen, Dafnis Prieto, Christian McBride, Yosvany Terry, The Brother Jacques Project, Pharaoh´s Daughter, Stephanie McKay, Amel Larrieux, Lauryn Hill, Maya Azucena, Graciella, Criminal Justice e World Tribe de Dana Leong, e a Lincoln Center/Arturo O´Farrill Afro-Latin Jazz Orchestra (esta última que comissionou um projecto de arranjo).
Também conhecido por "JL", Lindner é o director musical da cantora chilena Cláudia Acuña e foi o co-produtor da última gravação chamada Luna (MaxJazz) desta estrela em ascensão. Recentemente, tem viajado pelo mundo inteiro em tournée.


Omer Avital
Músicos, críticos e fãs de Omer Avital estão de acordo - é considerado um dos artistas mais inovadores e excepcionais da sua geração. O New York Times descreveu a sua música como "um som muito original aqui em Nova Iorque" e o Village Voice referiu que o seu estilo no baixo é "instantaneamente reconhecível."
Avital já gravou e actuou em digressão com muitas lendas do mundo de Jazz: Roy Haynes, Jimmy Cobb, Nat Adderly, Walter Bishop, Al Foster, Kenny Garret, Steve Grossman, Jimmy Lovelace, Rashid Ali e muitos outros. Da sua geração, a lista inclui: Mark Turner, Aaron Goldberg, Joshua Redman, Jason Lindner, Jeff Ballard, Brad Mehldau, Antonio Heart, Claudia Acuña, Kurt Rosenwinkel, Peter Bernstein, Greg Tardy, Myron Walden, Larry Goldings, Ali Jackson e outros. 
É verdade que Avital é muito procurado como sideman, mas isto não impede o desenvolvimento desde 1995 da sua carreira na composição e nos arranjos, como líder e baixista no contexto do seu Omer Avital Group. O grupo é composto por quatro saxofones, baixo e bateria, que incluiu em várias épocas Myron Walden, Mark Turner, Gregory Tardy, Joel Frahm, Charles Owens, Grant Stuart, Jay Collins, e Jimmy Green, e na bateria Ali Jackson, Joe Strasser e Daniel Freedman. O Omer Avital Group tornou-se rapidamente uma das bandas de jazz de jovens artistas mais aclamadas da cidade. O New York Times disse do grupo: "São expressivos, fortes e bem informados - o sexteto não tem elo fraco."
Desde então, Avital tem liderado várias bandas e conjuntos, participando em projectos de colaboração com os seus homólogos, tal como: OAM Trio com o pianista Aaron Goldberg (sideman dos mestres de Jazz, Winton Marsalis, Joshua Redman, Al Foster e outros) e o baterista espanhol Marc Miralta (voz forte no mundo do Jazz/Flamenco em Espanha que já actuou com Chano Dominguez, Paquito Rivera e outros). O grupo já gravou 2 CDs com a editora Freshsound e um álbum ao vivo com o fenomenal saxofonista tenor Mark Turner para a Lola Records. O grupo Third World Love, uma banda classificada como "Israeli/International Jazz/Worldbeat" que conta com a colaboração de Avishai Cohen (trompete), Daniel Friedman (bateria) e Yonatan Avishai (piano) já editou dois CDs . A Marlon Browden-Omer Avital Band, destaca-se pela actuação feroz e funky de Browden na bateria (era baterista de John Scofield) e várias composições "quase festivas" de Avital. Avital e Browden já gravaram um CD ao vivo na Freshsound Records, com o trompete "electronicamente melodioso" de Avishai Cohen e a estreia do jovem e muito talentoso pianista de Jerusalém, Omri Mor. 
Nos últimos anos, um interesse crescente na música clássica europeia e na música do Médio Oriente (folclórica, além de várias formas clássicas) faz com que tenha entrado numa fase de estudo intensivo, formal e informal. Já escreveu `peças de concerto´ em formato de música de câmara destinadas a diversos grupos musicais, algumas das quais foram transmitidas na rádio israelita, e música de orquestra com base nos elementos folclóricos andaluzes, mediterrâneos, e israelitas. Também está a aprender a tocar o "al-`Ud", o alaúde árabe e a estudar o complicado sistema de modos usados na música clássica árabe chamado "maqamat." Avital está a aprofundar os seus conhecimentos sobre a música do Norte de Africa (a dos seus antepassados) actuando em Israel com a Maghreb Orquestra, o `Ensemble´ da Orquestra Andaluza e o lendário pianista argelino Morri sal Mdiuni e estudando a expressão musical popular (música africana e árabe) tal como a música clássica (música judaica e árabe na tradição da Espanha medieval). A ideia de Avital é não só de tocar e compor música dentro destas formas tradicionais mas também usar as técnicas delas para enriquecer o seu próprio mundo musical. A revista PopMatter Musical World escreveu: "Avital já estabeleceu o seu próprio espaço cultural num triângulo estético cujos três lados são Israel, Nova Iorque e o Norte de África. Avital tem à sua frente um grande futuro e já está a recolher louvores de muitos críticos."
Omer Avital nasceu na pequena vila israelita de Givataim numa família com raízes em Marrocos e no Iémen. A sua formação musical começou aos 11 anos quando entrou no Conservatório de Givataim para estudar guitarra. Foi na escola Talma Yalin, o mais prestigioso liceu de artes em Israel que Avital se interessou pelo Jazz. Concentrou-se no baixo acústico e logo se tornou líder do conjunto de jazz do liceu, para o qual escreveu todos os arranjos. No último ano de liceu, com 17 anos de idade, começou a tocar profissionalmente com várias bandas de jazz, pop, e folk, actuando regularmente na televisão, na rádio e em festivais de jazz. Esteve menos de um ano no exercito israelita (onde tocou na orquestra) quando saiu do país para Nova Iorque. O seu talento inato via-se logo e foi procurado como sideman. Actuava frequentemente em Nova Iorque, gravando com regularidade e fazendo digressões internacionais. 
Abriu em 1994 o lendário clube Smalls no bairro de Greenwich Village e Mitchell Borden, o seu dono visionário, convidou jovens artistas cheios de inspiração, tal como os mestres reconhecidos, a compartilhar as suas explorações musicais num ambiente de animação e convívio diferente e encantador. Avital tocava no Smalls desde o princípio, como director da sua própria banda, nos espectáculos da big band sempre nas segundas-feiras liderados por Jason Lindner (pianista/compositor/arranjos) e nas jam sessions das sextas-feiras que contavam com a presença do jovem baterista Ali Jackson. 
A música que faziam, marcada por uma energia bem alegre, atraiu um grande público composto pelos mesmos amadores de jazz de sempre e uma geração nova que ouvia a música pela primeira vez. Com tanto sucesso, não faltavam os críticos e os representantes das editoras de discos que queriam observar melhor este ambiente musical original. O New York Times escreveu: "Smalls é o sítio onde a nova geração de artistas de Nova Iorque vai estrear. Está a alimentar não só o novo grupo de artistas mas também a nova geração de ouvintes." Do Washington Post: "Sentado junto ao palco no Smalls, é fácil compreender como o clube se tornou o sítio mais amado da cidade. Noitadas como esta fazem com que Nova Iorque permaneça a Capital Americana do Jazz!" 
Em 1997, a editora Impulse! produziu o CD Jazz Underground - Live at Small´s que incluiu o Omer Avital Group e mais 5 bandas que lá tocavam regularmente. Os críticos adoraram a música de Avital, chamando-a "Extraordinária" (New York Times), "Inspirada" (revista GQ), "Incrível" (New York Post) "Altamente criativa" (Jazziz), "Extremamente talentoso" (Entertainment Weekly). O repertório do grupo incluiu algumas composições de Avital mas destacaram-se os seus arranjos originais dos `standards´, que não podiam esconder a influência de raízes clássicas. Os músicos que contratava eram directores dos próprios grupos ou compositores. O seu objectivo era o de explorar uma textura mais rica e as possibilidades harmónicas do jazz ensemble sem pôr em causa o ritmo tradicional e a improvisação inerentes ao jazz, ou seja, misturar a sua criatividade como compositor com os talentos de improvisação do grupo. "É uma banda muito mexida onde o grito de paixão luta contra um arranjo estudado." (New York Times)
Avital assinou um contrato com a Impulse! naquele ano e gravou um CD inteiro com o seu grupo em 1998, Devil´s Head. Infelizmente, por causa da politica interna da empresa e algumas mudanças estruturais (a fusão com a editora Verve), este álbum maravilhoso nunca saiu para a luz do dia. A revista Down Beat escreveu: "Avital criou um sexteto com quatro sopros cuspindo energia que está a ser universalmente aplaudido pela sua originalidade. O seu grupo, que acabou de gravar o lindíssimo Devil´s Head para a Impulse! antes da fusão com a Verve (a estreia do disco foi cancelada), rompe com emoção a cada momento. A sua música pode ser deliberada e pensativa sem o artista abandonar o seu impulso criativo."
Avital editou o seu CD como líder Think With Your Heart em 2001 com uma editora de Barcelona, a Fresh Sound New Talent. A revista Down Beat escreveu: "O espírito e a substância do multiculturalismo são visíveis com uma clareza alegre. Os elementos do Mediterrâneo são incorporados perfeitamente e com improvisação inspirada." All About Jazz escreveu: "Muito inteligente e livre, o disco Think With Your Heart pode ser apreciado como a expressão post-bop levado à perfeição. Nessa mistura junta-se um sabor étnico e a música quase grita com febre religiosa para ser ouvida. Provocador, brilhante e recomendado." Jazzreview escreveu: Think With Your Heart, é um CD de dinamismo encantador e de uma excelência musical. Não é como qualquer outro." All About Jazz: "Sem dúvida, Avital produziu um dos Top 10 do ano. Recomendado com entusiasmo!"
Nos últimos anos, Avital tem estado mais em Ein-Karem, uma aldeia perto de Jerusalém, por vezes em digressão, por outras dando aulas na Jerusalem Rubin Academy, mas sempre compondo música. Os projectos para o futuro são: uma gravação da sua banda mais recente (Jason Lindner, Marlon Browden, Avishai Cohen, Vai Leibovich e Joel Frahm), a edição das gravações do O.A. Group no Smalls 1996-1997, a composição de uma ópera andaluza com o libretista Allan Roland e a realizadora Collete Nivelle, a composição de uma banda sonora para o realizador e filósofo Sir Tijn Po, a composição e o arranjo para um conjunto de música de câmara e uma pequena banda de jazz, a documentação de actuações de duos e trios com alguns dos seus músicos preferidos - Amos Hoffman, Avishai Cohen e Omri Mor e talvez uma gravação solo de baixo. 
Avital empenha-se a desenvolver e conhecer a fundo estes estilos musicais diferentes mais ligados - o jazz (em todas as suas formas, influências e épocas), a música clássica (contemporânea e tradicional) e a música do Médio Oriente, o que torna este artista uma das figuras mais interessantes e prometedoras no mundo criativo da música actual.


Bill McHenry
O crítico do New York Times, Ben Ratliff escreveu: "Qualquer músico que consegue lutar com eficácia contra a linguagem comum, sem cair no uso frequente do cliché, vale a pena ouvir. Há muitos saxofonistas jovens a tocar, seguindo as suas ideias de harmonia, estrutura e ritmo, mas McHenry tem uma coisa rara: tem um som. O som de McHenry é original. Pode tocar com uma estrutura pouco ortodoxa, adoptando o estilo quanto `free jazz´ quiser, mas mantém uma tonalidade bonita e madura que tem raízes na década de 50. `Lírico´ talvez seja hoje em dia o termo mais usado na crítica de Jazz, mas se alguém merece esta palavra, é Bill McHenry."

McHenry nasceu a 12.10.1972 em Blue Hill (estado de Maine) e começou a tocar saxofone aos 10 anos de idade. Aos 14 anos foi estudar no famoso colégio interno Interlochen Arts Academy. Depois do liceu, entrou no New England Conservatory of Music em Boston onde se juntou com os seus colegas da época, agora conhecidos, tal como Jamie Saft, Ben Waltzer e Cuong Vu. Estudou com Jimmy Guiffre, George Garzone, Joe Maneri, Bob Moses George Russell e John McNeil, e foi este último que o aconselhou, depois de apenas dois anos, a abandonar a faculdade e mudar-se para Nova Iorque.
A sua segunda educação começou quando se instalou em Brooklyn, onde mergulhou no mundo dos jovens e novos talentos de Jazz. Empenhou-se a expandir o seu próprio estilo de improvisação e composição, tentando desenvolver o seu espírito musical e concentrando-se nas ideias do grupo, em vez de certas ideias predeterminadas de estilo. Decidiu desenvolver o seu estilo a tocar saxofone como aluno de long tone com Dewey Redman.
Em 1996, McHenry e o pianista Ben Waltzer mudaram-se para Barcelona. McHenry estudou a língua e deu aulas na Escuela de Musics em Bellaterra, tocando regularmente no Pipa Club na Praça Real. Com o amigo e co-leader Waltzer, gravou Jazz is Where You Find It, o primeiro de muitos CDs a serem realizados na editora Fresh Sound de Barcelona.
De regresso a Nove Iorque, tornou-se um artista importante, participando nos grupos liderados pelas melhores vozes de Jazz: o compositor argentino Guillermo Klein, os baixistas Reid Anderson e Chris Lightcap, a cantora Rebecca Martin, e os pianistas Ethan Iverson e Ben Waltzer. Com estes grupos e com o seu próprio quarteto (que conta com a participação de Reid Anderson e do guitarista Ben Monder) McHenry já gravou mais de doze álbuns, cinco dos quais apareceram na lista dos Top-10 da Música Alternativa do New York Times, incluindo o disco Live at Smalls (Ethan Iverson como co-leader) e Graphic da sua autoria. A sua próxima gravação, Bill McHenry Quartet with special guest Paul Motian será editada na Primavera de 2006.
McHenry é director de um novo grupo, no qual se destaca o artista convidado, Duane Eubanks (trompete). É também professor de música no Maine Jazz Camp.


Daniel Freedman
O baterista e percussionista Daniel Freedman nasceu na cidade de Nova Iorque numa família musical. No liceu, estudou com Max Roach, Billy Higgins, e Vernel Fournier e mais tarde viajou especialmente para aprender a sua arte com mestres na Africa Ocidental e em Cuba. Já actuou e gravou com artistas de renome como Tom Harrell, Wynton Marsalis, Slide Hampton, Roy Hargrove, Cláudia Acuna, Omar Faruk e Toumani Diabate.
O seu disco "Trio" (com Jason Lindner e Omer Avital) gravado na editora Fresh Sound recebeu nove estrelas na revista Modern Drummer. Ele foi recentemente alvo de um artigo chamado "Leões de Jazz" na mesma revista.
Daniel faz tournées principalmente com a banda Third World Love. Já trabalhou como produtor e engenheiro de som para 3 discos na editora Tzadik do John Dorn e para várias bandas sonoras de filmes para televisão e cinema.

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