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Sexta, 23 Novembro | 19h00 a Domingo, 25 Novembro | 19h00
Outras atividades
Artes e Comunidades – Encontros
Seminários
Um imenso caminho ficou por fazer na primeira edição destes encontro. Artes e Comunidade é o seu nome e o primeiro debate recaiu sempre e desde logo sobre esta designação, tal é a complexidade dos campos em que nos propomos mover.
Falamos apenas de artes ou falamos de modo alargado nas formas produzidas pelo humano no contexto das manifestações culturais? Falamos (fala-se) de comunidades - porque não falamos de sociedade, terá o termo caído em desuso? E que comunidades são essas, apenas as excluídas, marginais, carenciadas? Depósitos de quem generosamente lhes vem organizar as matérias, depositárias de formas algures deixadas (que queremos resgatar?) ou produtoras de sentidos a par de quem lhes é apresentado como possuindo maior capital simbólico?
Seguimos caminho positivamente com todas estas dúvidas. Na segunda edição assumimos o nosso desconforto e adotamos o subtítulo “continuidade e rutura”. São dois caminhos diferentes, não sendo necessariamente dois caminhos separados. O painel deste ano é generoso, fazendo mais uma vez embarcar prática e teoria na mesma nave, e procurando, como sempre, separar o trio do joio, os alhos e os bugalhos.

PROGRAMA DOS SEMINÁRIOS
 
Sexta | Dia 23
Acolhimento dos participantes 18h00 | CCVF
Abertura dos Encontros e apresentação de conteúdos 19h00-21h00 | CCVF 
 
Sábado | Dia 24
Trabalho prático em cada grupo 10h00-13h00 e 15h00-19h00 | CCVF e Espaço Oficina

Domingo | Dia 25
Trabalho prático em cada grupo 10h00-13h00 | CCVF e Espaço Oficina
Reunião dos grupos de trabalho Debate e conclusões 15h00-19h00 | CCVF
 
CONTINUIDADES E RUTURAS
COM AUGUSTO M. SEABRA
 
Desde os mais remotos exemplos, houve uma inscrição social das práticas artísticas. Mas ao longo da História, houve um progressivo processo de autonomização da esfera artística, libertando-a das mais imediatas funções de inscrição simbólica na vida das comunidades e das suas estruturas sociais. A “invenção da Modernidade” e depois as “vanguardas históricas” do século XX suscitaram mesmo a constituição de específicas comunidades artísticas. Mas os processos políticos e situações sociais têm voltado a agudizar a relação de práticas artísticas com comunidades particulares, colocando questões de recepção e legitimação. São essas práticas apreendidas em específicos termos artísticos ou enquanto trabalho social de comunidade? E a sua escala é estritamente local ou é passível de ser também equacionada no processo de globalização?

Augusto M. Seabra é sociólogo, crítico e programador.
 
ARTISTA (A)VENTUROSO PROCURA COMUNIDADE: PROBLEMATIZAÇÃO DA CRIAÇÃO CONTEMPORÂNEA EM DIÁLOGO COM COMUNIDADES ESPECÍFICAS
COM LUÍS COSTA

A interação com o real surge como uma das “linhas de fuga” mais prementes para muitos artistas contemporâneos. Este seminário irá discutir pertinências, reciprocidades, validações e condicionamentos na criação e programação artística de hoje em dia, apontando pistas concretas para obviar a equívocos e simplificações, seja no momento da formulação das propostas de trabalho a apresentar a instituições e comunidades, seja no próprio processo de trabalho de campo, seja na apresentação e devolução do trabalho às comunidades observadas. O seminário concretizará os conceitos discutidos com o desenvolvimento de alguns casos práticos relacionados com as referidas três fases do processo criativo, o qual terá como resultado final uma peça sonora/vocal coletiva que condensará opiniões válidas, ideias balbuciadas e glossários de palavras, tentando, quiçá, convocar velhos espíritos do teatro radiofónico.

Luís Costa é um curador e organizador de artes media, educador e arquivador sonoro. É membro fundador e atual presidente da Binaural / Nodar, uma organização que, desde 2006, gere o Nodar Rural Art Lab, um espaço de residência artística dedicado às artes media no contexto rural no maciço da Gralheira (São Pedro do Sul). Luís Costa comissariou dezenas de exposições relacionadas com o trabalho criativo acolhido no Nodar Rural Art Lab. Desde 2008, coordena “Aldeias Sonoras”, um programa educacional que consiste no mapeamento sonoro de zonas rurais portuguesas. Em 2011, dirigiu “Onde Nasce o Meu Paiva?”, um inquérito sonoro / vídeo experimental sobre o rio Paiva. No mesmo ano, publicou na Edições Nodar um CD de gravações de campo, juntamente com Jez Riley French intitulado “Sonata para clarinete e Nodar” e coeditou o catálogo retrospectivo e CD duplo “Três Anos em Nodar: Práticas Artísticas em Contexto Específico no Portugal Rural”.
 
O NÚCLEO DO DIRCEU E O PROJETO 1000 CASAS
COM MARCELO EVELIN

Este seminário vai abordar a criação e a manutenção do Núcleo do Dirceu, uma plataforma horizontal e interdisciplinar voltada para a pesquisa do corpo na arte contemporânea, instalada na comunidade do Dirceu, na periferia da cidade de Teresina, no Brasil. O encontro visa compartilhar estratégias, ferramentas e subversões que têm tornado esse trabalho possível no âmbito artístico e político, com especial atenção para a relação entre artista e espetador, na esfera dissociada do público e do privado, ou entre arte e vida. O seminário desenvolve-se de forma teórica e prática, como partes que se completam e sem distinção entre ambas.

Marcelo Evelin é coreógrafo, investigador e intérprete. Vive e trabalha na Europa desde 1986, onde atua na área da dança e do teatro físico, tendo colaborado com profissionais de variadas linguagens, nacionalidades e experiências, em projetos que envolvem música, vídeo, instalação e site specific. É criador residente do Hetveem Theater, em Amsterdão, com sua Companhia Demolition Inc., e ensina improvisação e composição na Escola Superior de Mímica de Amesterdão, onde também cria projetos e orienta estudantes em processos criativos. Orienta workshops e projetos colaborativos em vários países da Europa, Estados Unidos da América, África, América do Sul, bem como no Japão e no Brasil, para onde regressou em 2006. Desde então, vem atuando também como gestor e curador, além de ter implantado e de coordenar, em Teresina-Piauí, o Núcleo do Dirceu, um coletivo de artistas independentes e plataforma de pesquisa e desenvolvimento das Artes Performativas Contemporâneas. O seu último espetáculo, “Matadouro” (2010), tem sido apresentado no Brasil e no exterior. Atualmente, trabalha no projeto 1000 Casas com o Núcleo do Dirceu, em Teresina, e no projeto “De repente fica tudo preto de gente” em fase de pesquisa nas cidades de São Paulo, Amesterdão e Kyoto.

Público-alvo Artistas, programadores, animadores socioculturais, professores e todos os profissionais interessados nos cruzamentos entre arte e sociedade
Preço 30 eur (inclui o jantar de dia 23)
Lotação 15 a 20 participantes por seminário
Data limite de inscrição 15 de novembro
 
Atividade sujeita a pré-inscrição no Centro Cultural Vila Flor ou através do preenchimento do formulário online disponível neste site.
 
As inscrições serão objeto de pré-seleção, através do envio de pequena biografia e motivação para participação nos Encontros. Após pré-seleção será necessário validar a inscrição efetuando o respetivo pagamento. O pagamento poderá ser efetuado em numerário no Centro Cultural Vila Flor, através de cheque enviado por correio à ordem de “A Oficina, CIPRL”, ou através de referência multibanco a gerar no ato de inscrição, até à data limite designada para o efeito. Em caso de desistência, o valor apenas será reembolsado se a mesma ocorrer até 48h antes do início da atividade.
 
Para mais informações contactar o Serviço Educativo através do email servicoeducativo@aoficina.pt.
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