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Sexta, 25 Outubro a Domingo, 27 Outubro
Formação
Artes e Comunidades - Encontros
Adultos
Na III edição de Artes e Comunidades - Encontros questionamo-nos sobre por que procuram as artes indivíduos e sociedades. Se as artes são território de experimentação e construção de olhares invulgares e inesperados sobre o mundo, que papel desempenham elas hoje, numa sociedade já de si volatilizada, liquefeita, veloz? O que procuram os artistas? O que procuram os públicos? Onde se encontram – nos teatros e museus, no bairro, na escola, na rua? Que diferentes conceitos de “arte” habitam os imaginários: os nossos e os dos públicos e das comunidades com quem trabalhamos?
O modelo de organização destes Encontros privilegia um trabalho em profundidade e a articulação entre práticas e teorias: os interessados deverão por isso escolher apenas um seminário/ grupo de trabalho, de acordo com os seus interesses e experiências. Na abertura desta III edição, está reservado um momento para apresentação dos participantes através de projetos que desenvolvem/ desenvolveram e das questões conceptuais com que se estão a deparar, promovendo a partilha de experiências entre pares.
 
Convidados f. marquespenteado (BR), Marta Lança (PT) e Veerle Kerckhoven (BE)
 
f. marquespenteado
Partindo da metodologia que tem desenvolvido nos últimos anos no trabalho com diferentes comunidades, f. marquespenteado propõe aos participantes uma experimentação do seu método de trabalho, ampliando a criatividade e, sobretudo, promovendo a consciência da singularidade e da importância de cada pessoa/participante através de diferentes expressões. Neste seminário, procurar-se-á ativar o desenho e a escrita dos participantes, partilhando pistas e curiosidades sobre estas seculares atividades. Haverá ainda oportunidade para experimentar técnicas básicas do bordado – principal técnica utilizada pelo artista – potenciando o seu valor como instrumento de expressão e reflexão. O trabalho fechará com a criação de um painel de imagens e pensamentos, fruto da reflexão conjunta sobre «arte», alicerce e motor deste encontro.
f. marquespenteado é artista visual com trabalhos nas áreas do desenho, das impressões, de aplicações e bordados, realizando trabalhos em série, instalações e projetos educacionais. Mestre em Artes Visuais /Têxteis pelo Goldsmiths College em Londres, f. marquespenteado é também um cronista e um curador. Do seu trabalho em arte/comunidade/educação destaca-se ‘prison speech project’ realizado na prisão masculina HM Prison Wandsworth, em Londres; ‘calendário do advento do projeto boracea’, abrigo para moradores de rua em São Paulo; ‘cityresearchers’ inquérito público sobre o alcance dos financiamentos de projetos dos Ministérios de Cultura em cidades da República da Irlanda, Lituânia, Grã-Bretanha e Holanda e ainda o ‘projeto alinhavos’, mural público executado em parceria com o serviço educativo da Bienal de São Paulo e o NUA – Instituto Nova União de Arte.
Enquanto artista visual, apresentou recentemente trabalhos no Museu Regional do Algarve (Faro) e no CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães (Guimarães). O seu último projeto, a instalação ‘cozinha pagã’ inaugurou a 14 de setembro, na Casa Modernista – Centro Cultural de S. Paulo.
 
Marta Lança 
A partir da sua vasta experiência de conceção e implementação de projetos em vários países africanos, no Brasil e em Portugal, Marta Lança pretende suscitar interrogações e curiosidade por esses universos aparentemente próximos mas reféns de preconceitos e desconhecimento. Como surge a necessidade de expressar e documentar? O que podemos encontrar de disruptivo e complementar com o modelo hegemónico ocidentalizante e que olhar se produz sobre a diferença? Nas várias dinâmicas culturais, como repensar identidades nas linguagens para além da nossa língua comum? Como negoceiam estes países entre si, nos seus fluxos recentes? A segunda parte do seminário será dedicada ao universo da edição e comunicação independente, revisitando projetos voluntaristas, que defendem a liberdade de expressão e acesso ao conhecimento, estruturas horizontais, e plataformas multiface que podem contrapor ideias, histórias e redes não acessíveis nas publicações do grande capital.
Marta Lança tem desenvolvido um trabalho muito diversificado enquanto jornalista, tradutora, editora e produtora. Criou a revista experimental V-ludo e escreveu em várias publicações, nomeadamente a revista LER, jornal Público, DNA e Le Monde Diplomatique. Desde 2004 dedica-se a questões culturais entre África, Portugal e Brasil, tendo vivido e trabalhado em Cabo Verde (onde criou a revista cultural Dá Fala); Angola (Universidade Agostinho Neto, Trienal de Luanda, Festival de Cinema de Luanda, colaboradora do Novo Jornal e da revista Austral); Moçambique (Dockanema, 2009 programa Inov-art) e Rio de Janeiro. Fez pesquisa e produção em várias séries documentais: Eu Sou África (RTP 2), Triângulo (coprodução Portugal, Brasil e Angola) e No Trilho dos Naturalistas: expedições botânicas em África (Terratreme) e foi coeditora da revista Jogos Sem Fronteiras, com Ana Bigotte Vieira e José Nuno Matos. Comissariou o Roça Língua, a primeira residência de escrita de autores de língua portuguesa, em S. Tomé e Príncipe. Faz programação dos espaços Zona Franca, em Lisboa. Em 2010 criou o portal BUALA, do qual é editora.
 
Veerle Kerckhoven
Veerle Kerckhoven propõe partilhar o seu percurso profissional, cruzado com o percurso do BRONKS, teatro belga para público jovem cujo trabalho é reconhecido pela intervenção na comunidade local e pelo envolvimento na melhor criação em teatro para públicos jovens que se faz pela Europa.
Veerle Kerckhoven é colaboradora do BRONKS desde 2001, enquanto responsável pelas digressões, pela articulação de diferentes projetos com a comunidade e pelo STUDIO BRONKS, designação que alberga todos os projetos e oficinas para crianças e jovens. Em 2008, assumiu a assistência de direção artística, tornando-se um dos elementos responsáveis pela programação dos festivais anuais e pelo acompanhamento dos artistas em residência.
BRONKS
Localizado no centro de Bruxelas desde 2008, ano em que abriu portas do seu próprio teatro, BRONKS foi fundado em 1991, por Oda Van Neygen. O acrónimo BRONKS, que significa Bruxelas-Ensino-Arte, dá conta da missão deste projeto: proporcionar às crianças, jovens e comunidade envolvente descobrir os seus próprios talentos e o mundo que os rodeia através das artes. Inserido numa comunidade interessante e desafiante pela diversidade de enquadramentos sociais, étnicos e económicos existentes, BRONKS objetiva chegar a todos os públicos, focando-se essencialmente nas crianças e jovens, tanto em contexto escolar como familiar. Organiza três festivais anuais com objetivos distintos: aproximação ao público multicultural de Bruxelas, mostra de projetos de jovens e escolas e fortalecimento de pontes com a comunidade em que se insere. Para além dos espetáculos – de produção própria ou fruto de residência artística de outras companhias – BRONKS oferece também uma vasta gama de oficinas que integram o STUDIO BRONKS.
 
PROGRAMA
 
Sexta | 25/10
17h30-18h00 Acolhimento dos participantes
18h00-20h00 Abertura do programa / Apresentação dos participantes
20h00-21h00 Apresentação dos convidados e seminários
21h00-23h00 Jantar convívio
 
Sábado | 26/10
10h00-13h00 e 15h00-19h00 Desenvolvimento dos seminários de cada grupo
 
Domingo | 27/10
10h00-13h00 Desenvolvimento dos seminários de cada grupo
15h00-18h00 Partilha entre grupos / Debate final
 
Público-alvo Artistas, programadores, animadores socioculturais, professores e todos os profissionais interessados nos cruzamentos entre arte e sociedade
Preço 30 eur (inclui o jantar de dia 25)
Lotação 15 a 20 participantes por seminário
 
Atividade sujeita a pré-inscrição no Centro Cultural Vila Flor ou através do preenchimento do formulário online disponível neste site.
 
As inscrições serão objeto de pré-seleção, através do envio de pequena biografia e motivação para participação nos Encontros. Após pré-seleção será necessário validar a inscrição efetuando o respetivo pagamento. O pagamento poderá ser efetuado em numerário no Centro Cultural Vila Flor, através de cheque enviado por correio à ordem de “A Oficina, CIPRL”, ou através de referência multibanco a gerar no ato de inscrição, até à data limite designada para o efeito. Em caso de desistência, o valor apenas será reembolsado se a mesma ocorrer até 48h antes do início da atividade.
 
Para mais informações contactar o Serviço Educativo através do email servicoeducativo@aoficina.pt.
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