/ Sinopse
/ voltar
Quinta, 4 Junho a Sábado, 13 Junho
Teatro | Outros Locais
Festivais Gil Vicente 2015
Teatro Contemporâneo
A vitalidade do teatro contemporâneo e a sua importância nas nossas vidas, pode encontrar-se nesse exercício do olhar que retira do palco estórias que nos ensinam aquilo que ainda não sabemos sobre nós próprios e sobre os outros. Ou num sentido mais grandioso, o quanto da vida... o teatro ainda tem para nos contar.
Pensar o programa para um dos Festivais de maior longevidade no país, implica (também) tentar caraterizar esse mesmo país de forma profunda, através do mapeamento das ideias e do estado da sua criação atual, projetando para os vários palcos de apresentação a exploratória diversidade atribuída à obra de Gil Vicente.
Na verdade, lendo o elenco facilmente identificamos várias propostas que sugerem a renovação desse olhar sobre a sociedade atual e por inerência sobre nós próprios, quer a partir da utilização de textos históricos e portanto já existentes, mas portadores de uma certa visão intemporal do mundo, quer pela tentativa de produção de novas dramaturgias resultantes de trajetos de vida que nos transmitem ensinamentos importantes a descodificar, sobretudo neste tempo de acentuada mudança permanente. 
A intervenção social que devemos ao teatro e a desejada capacidade de construir uma sociedade melhor, mais preparada e mais coesa, encontra nesta edição de 2015 um momento de afirmação, porque nos permite através da luz e da sombra, da palavra e do silêncio, da presença e da ausência, entender o todo e aprender a tolerar cada vez mais o desconhecido, abraçando-o como matéria que reclama novas formas. As imensas possibilidades da criação contemporânea jogam-se agora pelas mãos de uma geração de artistas que, abertos à transformação do país e do mundo, transportam para dentro das suas composições um inconformismo estético e um discurso que ora levanta questões ora repõe a necessidade de produzir respostas. Reservemos, então, o nosso lugar na celebração desta arte, por vezes intensamente real, que nos fará viajar pela experiência de um processo marcante chamado “I Don’t Belong Here” com a condução de Dinarte Branco, permitirá reencontrar Virginia Woolf através da multidisciplinar e andrógina peça “Orlando” (cocriação Sara Carinhas e Victor Hugo Pontes) e provocará a interação no “Círculo de Transformação em Espelho” pelo Teatro Oficina.
Na segunda parte dos Festivais, em “Fausta”, formaremos plateia para ouvir uma mulher narrar a sua vida após a morte pela voz de dois homens (Pedro Gil e Tonan Quito), numa peça encenada a partir da reescrita do livro de Patrícia Portela “O Banquete”. Assistiremos em “Oslo” (cocriação de Mickael de Oliveira e Nuno M Cardoso) a uma tentativa de viver sem perda, num quadro que projeta a relação entre uma mãe de cuidados obsessivos e a sua filha, cujo estado é enigmático. E o pano cairá sobre o programa central, não sem antes a dramaturgia de Shakespeare deixar a sua marca na premiada peça de Tiago Rodrigues, “António e Cleópatra”, numa abordagem contemporânea sublimada pelas prestações de Sofia Dias e Vítor Roriz.
Este ano, os Festivais Gil Vicente estabelecem uma relação muito direta com o curso de Teatro da Universidade do Minho, através da integração do programa “Andando”, que causará natural extensão do arco temporal da sua realização. Valorizamos (também) por esta via a formação e a profissionalização futura desta área artística, importante para a cidade e o país. 
Rui Torrinha
 
25,00 eur
Acesso a todos os espetáculos
+ 1 visita às exposições patentes no Centro Internacional das Artes José de Guimarães
+ parque de estacionamento gratuito em dias de espetáculo
2009 © Design Martino&JañaDesign | Programação Webprodz | Optimizado para resoluções superiores a 1280x800