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Quinta, 2 Fevereiro a Sábado, 11 Fevereiro
Dança | Outros Locais
GUIdance 2017
Festival Internacional de Dança Contemporânea
Pensar um festival ano após ano é, em primeiro lugar, um ato de atenta observação e escuta do território, país e mundo, para depois tentar configurar um dispositivo que possa arrancar-nos da indiferença. Uma indiferença cada vez mais instalada de forma opressiva pela justaposição da vertigem e que vai desativando as nossas vontades mais genuínas.
A partir deste ponto inicial de observação e dos diálogos estabelecidos na edição anterior, quisemos estruturar o festival deste ano num jogo de tensões e ambiguidades no qual o público terá o papel principal: o de procurar e se apropriar do sinal dessas relações amplificando-as para si mesmo. Lançamos, assim, no programa uma questão, a da autoria, mas que surge agora reconfigurada, para suscitar discussões, vivências e outros nexos que possibilitem o regresso à arte de sonhar o que falta fazer: ou seja, o resgate de um futuro que nos escapa.
Será hoje o olhar do autor, nesse exercício pleno da criação, um veículo de manifestações cuja constituição da obra resulte da assemblagem e demolição de influências e imposições do seu tempo? Interrogações que nos assaltam na construção deste programa, mas geradoras de uma ambiguidade relevante para o papel do espetador, que chamará a si gesto e significado apropriados, para a validação da sua experiência nesse encontro com o artista. Não falamos aqui de gosto, mas antes de uma inter-relação que se desencadeia. Vejamos, então, que pulsão nos propõe o corpo do programa #7 do GUIdance, para esses vários encontros que nos esperam. Entre o caminho percorrido e um futuro imediato, a abrir o festival, teremos Russell Maliphant pela primeira vez em Portugal, num momento em que celebra 20 anos de carreira. Outra presença a sublinhar é a de Wim Vandekeybus, que fechará o GUIdance 2017, também ele a assinalar a notável longa existência da sua companhia (Ultima Vez) fundada há 30 anos. Apresentadas as balizas, importa referir que o festival destacará este ano Tânia Carvalho, coreógrafa central no panorama da dança contemporânea em Portugal, com a estreia absoluta de uma nova criação (“Captado pela Intuição”) e reposição de uma peça do seu valioso reportório (“De Mim Não Posso Fugir, Paciência!”). Um solo e uma peça de grupo, mostram-nos 2 ângulos de abordagem à sua particular forma de criar. E se a parte autoral de caráter mais individualista se revela marcante, quisemos também fazer refletir no programa a cocriação, através de uma série de peças de duplas, algumas em regresso e num processo de afirmação internacional como Jefta Van Dinther ou João dos Santos Martins, outras na zona de gosto pelo risco ou emergência que o festival mantém por novos autores (Jonas & Lander; António Torres & Ana Jezabel). Uma missão que fica mais completa com a presença de quem justifica palco e atenção maiores da nossa parte: Luís Guerra. Finalmente, as várias atividades paralelas, tão fundamentais para a edificação do festival, aproximarão público, artistas, escolas e pensadores, afirmando o GUIdance como um importante acontecimento artístico no calendário de inverno. Rui Torrinha
 
40,00 eur (acesso a todos os espetáculos + uma visita às exposições patentes no Centro Internacional das Artes José de Guimarães e no Palácio Vila Flor)

20,00 eur (acesso aos espetáculos de 02 a 04 de fevereiro + uma visita às exposições patentes no Centro Internacional das Artes José de Guimarães e no Palácio Vila Flor)
 
25,00 eur (acesso aos espetáculos de 08 a 11 de fevereiro + uma visita às exposições patentes no Centro Internacional das Artes José de Guimarães e no Palácio Vila Flor)
 
Preço especial alunos de Escolas de Artes Performativas
4,00 eur (preço aplicável aos espetáculos que se realizam no Grande Auditório e no Pequeno Auditório do CCVF)
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