/ Sinopse
/ voltar
Sábado, 12 Maio
Exposição
Entre a Palavra e a Imagem



De 12 de Maio a 22 de Julho
Entre a Palavra e a Imagem
Exposição

Palácio Vila Flor
Todos os dias excepto 2ª feira
Preço: 1,00 ? / 0,50 ? c/ desconto

O Palácio Vila Flor acolhe, entre 12 de Maio e 22 de Julho, uma exposição de artistas contemporâneos portugueses, espanhóis e brasileiros, cuja temática se reflecte no uso da palavra como imagem, como indica o próprio título.

A selecção espanhola abarca múltiplas propostas e distintas disciplinas. Contando com uma importante presença de criadores catalães, tradicionalmente interessados pelo mundo da palavra, a exposição inicia-se pela magia dos poemas objectos de Joan Brossa que abriram uma nova senda de contaminação de linguagens, os grafismos desgarrados de Tápies que carregam de significado as suas pinturas informalistas, até à reflexão sobre o sentido e significado das mensagens e informação mediática propiciadas por Antoni Muntadas. Mas as propostas incluem também os iniciáticos livros de Almudena Fernandez Fariña, empenhada na destruição das palavras e a paradoxal beleza caligráfica sugerida na realização industrial das frases seleccionadas por José María Baez. A tecnologia informática coloca-se ao serviço da construção do eu de Antoni Abad e Eva Lootz inunda-nos com as suas mensagens poéticas em obras realizadas em materiais infrequentes. Perejaume actua como um ventríloquo mediando entre natureza e texto. Com os fragmentos de textos clássicos gravados nas suas peças, Jaume Plensa translada-nos até espaços carregados de silêncio e espiritualidade, criando uma atmosfera diferente à das ocultas e subtis mensagens de Jorge Barbi que se desocultam perante nossos olhos. Ignasi Aballí é o último artista desta série, a qual se poderia converter, perfeitamente, em mais uma de suas numerosas listas, onde o seu afã compilador se torna tangível.

A selecção de artistas portugueses estabelece um espaço de continuidade e diálogo de vertentes que se inscrevem nas imagens e palavras. Ana Hatherly explora as distintas acepções da escrita - pictural, gráfica e estética - e das imagens, contextualizadas em rigorosos princípios teóricos. Álvaro Lapa assume uma experimentação constante - ideológica e irónica, quer em termos picturais, quer semiológicos.

Lourdes Castro opera uma demolição semântica e simbólica, tendo realizado relevantes livros objecto e livros de artista. Helena Almeida remete ao valor conceptual da obra, protagonizada pelo seu eu-imagem de valor cenográfico e enquanto escrita autoral/corpórea. Julião Sarmento apropria-se do cinema e da literatura para ilustrar a imagem convocada. António Olaio afirma-se como um dos protagonistas mais rigorosos e preocupados pelas confluências entre palavras, imagens e sons. No campo da bidimensionalidade, a actividade de Pedro Casqueiro e Rosa Almeida mostram incursões pessoais e o confronto polissémico entre palavras e imagens. Os registos e os meios tecnológicos adquirem corporalidade nos site specifics de João Louro e João Penalva. Finalmente, Pedro Valdez Cardoso, Nuno Ramalho e Susana Mendes Silva reconvertem e questionam imagéticas e conceitos que interferem com o quotidiano, com os factores da identidade individual e/ou colectiva.

Para a selecção dos artistas brasileiros tomou-se como ponto de partida a relação entre a imagem e o sentido da obra, estabelecendo vínculos com a arte conceitual, produzida nos fins dos anos 60, começo dos 70, passando para a figuração dos anos 80 e chegando aos anos 90, demonstrando o percurso que a palavra terá em diferentes meios, suportes e estéticas. Evidenciando a forte carga construtiva na poética das obras de Antonio Dias, a mostra exibe a escritura íntima e existencial nas obras de Anna Maria Maiolino e Mira Schendel, passando pelo diário pessoal, com forte conotação sexual e política na obra de Leonilson, até chegar à liliputiana biblioteca de Sandra Cinto. As experiências sonoras /visuais comparecem nos vídeo poemas de Arnaldo Antunes e Lenora de Barros, além dos trabalhos fotográficos, desenhos e fotografias dos mesmos autores. Passa pelo grafismo automatista nos cadernos de anotações de Artur Barrio até a instalação de Cabelo; a reafirmação fonética nas obras de Lygia Pape, Adriana Calcanhotto e Rosana Ricalde, desaguando na apropriação da ancestralidade da escrita nas instalações e objectos de José Spaniol.

Exposição comissariada por Fátima Lambert, Paulo Reis e Cecília Pereira

Horário da Exposição
Terça-feira a Sábado
10h00 às 12h30
14h00 às 19h00
Domingos e Feriados
14h00 às 19h00

";"5
2009 © Design Martino&JañaDesign | Programação Webprodz | Optimizado para resoluções superiores a 1280x800