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Sábado, 16 Junho | 22h00
Teatro | Pequeno Auditório
Stabat Mater
Artistas Unidos

A reposição de "Stabat Mater", do italiano Antonio Tarantino, pelos Artistas Unidos, encerra a edição de 2007 dos Festivais Gil Vicente. Segundo o encenador da peça, Jorge Silva Melo, Antonio Tarantino é um dos mais apaixonantes casos da dramaturgia contemporânea, aquele que sabe unir o sagrado ao profano, o santo ao pecado, a raiva à inocência. "Stabat Mater" é a primeira de quatro peças que Tarantino escreveu e a que chamou "Actos Profanos", pegando em personagens populares, nas margens da razão ou nas margens da miséria e comparando-as com os temas sagrados, sobretudo da religião católica. No caso de "Stabat Mater", a peça tem uma única personagem, protagonizada pela actriz Maria João Luís. Ex-prostituta, mergulhada na miséria, sozinha, resignada e cheia de ódio contra a sociedade, Maria anda à procura do filho desaparecido. O texto é uma longa afabulação não narrativa, onde a partir da imagem marginalizada, mas vibrante das figuras de fé e do mito, e da linguagem de rua dos imigrantes, sobressai a heresia, própria da vida, de uma dor que não serve nem salva, e da história que impiedosamente repete o seu ciclo sem evoluir.

Maria João Luís foi distinguida com o Prémio da Crítica, no passado dia 23 de Março, pelo seu trabalho em "Stabat Mater". Segundo o júri da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT), o seu trabalho proporcionou "uma experiência emocionante" que "quem a viu e ouviu nunca mais a consegue esquecer".

Texto Antonio Tarantino
Tradução Tereza Bento
Com Maria João Luis
Cenografia e figurinos Rita Lopes Alves
Encenação Jorge Silva Melo
Produção Artistas Unidos
Maiores de 18 anos

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