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Sábado, 8 Dezembro | 22h00
Música
Masculine





Sábado, 08 de Dezembro - 22h00
Masculine
Companhia Paulo Ribeiro

Dança
Grande Auditório
Preço: ? 10,00/? 7,50 c/desconto

Um quarteto de intérpretes masculinos protagoniza "Masculine", uma peça intensa, quase febril, capaz de levar facilmente o público ao riso ou às lágrimas. Não é a primeira vez que a companhia Paulo Ribeiro desassossega o público do Centro Cultural Vila Flor que agora tem a oportunidade de assistir à sua mais recente criação coreográfica. Estreado no passado mês de Setembro no Festival "Temps d´Aimer" em Biarritz (França), "Masculine" é um espectáculo que ensaia movimentos de aproximação a Fernando Pessoa e convoca quatro carismáticos intérpretes habituados a cruzar fronteiras disciplinares: Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu.

"Interessou-nos mais pensar à volta da pessoa, do poeta, do que propriamente à volta do seu trabalho. Pensar mais esta pessoa, o que é que tinha que nos pudesse ser comum em relação à forma como saboreava a vida, como mexia nas coisas", descreve o coreógrafo, Paulo Ribeiro, sublinhando que o interesse "pela vida normal, banal, de rotinas, de hábitos de Fernando Pessoa e em que isso pode desaguar" foi o que moveu todo o processo criativo, "mais do que agarrar nas palavras".

Ainda assim, as palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é roubada e disputada entre quatro homens que recuam no tempo em busca dos seus próprios episódios de vida, de uma audição, de uma ambição desmedida ou de uma traição do corpo que se cruzem com o imaginário pessoano, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos ou pela energia que transpira esta peça.

Apesar das alusões constantes a algumas criações literárias do poeta português, Paulo Ribeiro "não tinha a pretensão de trabalhar Fernando Pessoa". "Não tenho conhecimentos, nem capacidade intelectual, nem inteligência suficiente para trabalhar um personagem destes. O que me resta a mim e a estes intérpretes é deixarmo-nos ser tocados por tudo aquilo que lemos dele, a forma como estas coisas nos foram movendo ao longo da vida". E recorda: "Nunca me debrucei a fundo e seriamente sobre Fernando Pessoa, mas ao longo da minha vida, ela foi-me sempre acompanhando. Por exemplo, durante a minha adolescência, nos percursos que fazíamos pelo Bairro Alto, Chiado e por aí fora, parece que ainda se respirava um bocadinho desta densidade que esta pessoa lhes imprimiu, o facto de passar por lá é especial".

O movimento percorre as entranhas da peça, "um movimento que não é exclusivo do corpo ou da composição coreográfica, um movimento que também é criado pelo uso da voz, da palavra". Cada movimento desta matéria viva, instável, que constrói e destrói, que oscila, surpreende, algo que sabe rir de si próprio, transpira a energia, o humor e ironia do criador, que não esconde a predilecção por "criar à volta da energia, do movimento, de algo que não é contemplativo". Masculine é físico e intenso, algo que marca e não passa.

Direcção e Coreografia Paulo Ribeiro
A partir de textos de Fernando Pessoas retirados do "Livro do Desassossego" e dos "Escritos Autobiográficos, Automáticos e de Reflexão Pessoal"
Assistente de cenografia Leonor Keil
Interpretação Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa, Romulus Neagu
Música Dimitri Shostakovich, Frank Zappa
Desenho de luz Nuno Meira
Co-produção Companhia Paulo Ribeiro, Teatro Viriato, Teatro Nacional S. João, Teatro Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor, Biarritz Culture - Festival Le Temps d´Aimer
Estrutura financiada pelo Ministério da Cultura / Direcção-Geral das Artes
Residente no Teatro Viriato, Viseu
Apoio Câmara Municipal de Viseu
Duração 80 min. (aprox.) s/intervalo
    
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