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Quinta, 8 Novembro | 22h00
Música | Grande Auditório
Pharoah Sanders Quartet

Detentor de um dos mais exóticos sons de saxofone, Pharoah Sanders projectou-se no meio musical depois de ter sido convidado por John Coltrane para participar no seu grupo. Sanders nasceu em 1940 em Little Rock, Arkansas, no seio de uma família musical; os seus pais eram professores de música. Começou a tocar clarinete aos 6 anos de idade, passando pelo piano e pela bateria, tendo finalmente optado pelo saxofone tenor após, sugestão e apoio do director da banda da sua escola, Jimmy Cannon. Depois de terminar o liceu, mudou-se para Oakland, na Califórnia, onde estudou arte e música. Conhecido em São Francisco sob a alcunha de "Little Rock," começou a tocar r&b e free jazz com muitos dos melhores artistas da cena actual. Em 1961 mudou-se para Nova Iorque. Os primeiros três anos na cidade nova-iorquina não foram fáceis. Incapaz de ganhar a vida com a sua música, Sanders teve de arranjar trabalho fora do jazz. No entanto, durante esse período tocou com alguns músicos brilhantes do mundo do free jazz tais como Sun Ra, Don Cherry e Billy Higgins. Em 1963 formou o seu primeiro grupo com o pianista John Hicks (com quem continuaria a tocar esporadicamente até aos anos 90), o contrabaixista Wilbur Ware e o baterista Billy Higgins. Por coincidência, John Coltrane encontrava-se na audiência do clube Village Gate em Nova Iorque, numa noite em que Pharoah Sanders tocava com o seu grupo. Graças a este feliz acaso, Coltrane convidou Sanders para tocar consigo. A colaboração entre Coltrane e Sanders tornou-se numa das mais empreendedoras do jazz. Juntos extrapolaram os limites do free jazz, abandonando os conceitos mais tradicionais desta música, como o swing e a harmonia funcional, em prol de estruturas irregulares e sons dissonantes. Na mesma época, Sanders grava o seu primeiro disco como líder para a marca ESP, mantendo a sua colaboração com o grupo de Coltrane. Depois da morte de Coltrane em 1967, esta colaboração haveria de continuar quando o grupo passou a ser dirigido por Alice Coltrane. No final dos anos 60 e começo dos 70, atravessa um período bastante produtivo, gravando vários trabalhos para as editoras Impulse e Arista e, nos anos 80, grava nos selos independentes Theresa, Evidence e Timeless. Em 1995 regressa ao mainstream ao gravar para a Verve os discos "Message from Home", "Save our Children" e "Spirits". O estilo da interpretação de Sanders destaca-se pela sua agressividade nua e por uma paixão sem limites na procura de sonoridades mais enérgicas e físicas do seu instrumento. Após a morte de Coltrane, Sanders optou por explorar caminhos mais suaves e talvez mais intimistas e pessoais - sem sacrificar, no entanto, a intensidade que define o seu trabalho, como admirador confesso de Coltrane.


www.pharoahsanders.net
www.myspace.com/pharoahjazz

Pharoah Sanders Saxofone
William Henderson Piano
Nat Reeves Contrabaixo
Joe Farnsworth Bateria

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