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2026.06.04 Festivais Gil Vicente 2026

QUINTA 4 A SÁBADO 13 JUNHO

Festivais Gil Vicente 2026

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Ao longo de várias décadas, os Festivais Gil Vicente assumiram inúmeros formatos e outras tantas direcções. A esta distância, o traço mais comum será talvez o de um desejo criador, o de uma necessidade permanente de renovação. Nem poderia ser de outra forma, sobretudo quando no seu vasto ideário motivacional e simbólico, ainda as noites de junho pertenciam a 1502, está um gesto profundamente vanguardista, quase pós-dramático, em tudo à frente do seu tempo, em tudo a puxar cabelos.

 


Este ano, propomos várias experiências que ainda não são a transformação do modelo mais recente, mas serão o sinal da sua contínua procura. A antecâmara dos Festivais, a que chamamos Criações em Curso, contemplará mais do que os projectos finais dos alunos da Universidade do Minho. Para além de ensaios abertos e sessões de acompanhamento crítico, apresentaremos o trabalho que a Formiga Atómica fará com vários intérpretes vimaranenses - parte do programa expandido que precede o espectáculo “Só mais uma Gaivota”. Nesse sentido, exibiremos ainda o documentário “Gaivotas em Terra”, em parceria com o Cineclube: um olhar terno sobre uma turma de alunos de teatro, volvidos vinte anos da sua separação.

 

É essa a porta pela qual entraremos nos Festivais: Ana Borralho e João Galante, depois de uma semana de trabalho com doze jovens que estudam ou vivem em Guimarães, apresentam “Gatilho da Felicidade”, a partir do que são as suas expectativas para o futuro e as histórias que as geraram. Que herança, enfim, deixámos a uma geração, e o que esperam levar daqui para a frente. Herança será mesmo uma palavra que repetiremos várias vezes, inclusivamente no espectáculo “Pela boca morre”, uma encomenda à jovem companhia N.A.V.I.O. e ao T.E.R.B., para estar em cena no C.A.R. e no Café Concerto do CCVF, ao final da tarde.

 

Em horários novos, de igual modo, apresentaremos “Ivu’kar”, um espectáculo sobre amor e eternidade, criado por João Grilo e a sua mãe, antes do seu desaparecimento. Nos jardins do Palácio Vila Flor, e no último sábado dos Festivais, poderemos ouvir “Espalhar Fel”, o audiowalk de Mickaël de Oliveira e, imediatamente após a peça do ex-director do Teatro Oficina, teremos oportunidade para voltar a ver “Tudo em Avignon e eu aqui”, estreado em dezembro do ano passado, com encenação da sua nova direcção artística. Será uma forma de herança que ultrapassa a própria natureza dos espectáculos. Uma das peças, através de um futuro distópico que não nos custa imaginar, acusa o repertório e as várias forças opressoras que o rodeiam; a outra, acusa a opressão do equipamento teatral, enquanto nos pergunta se ainda há espaço no teatro, tão pouco, para imaginar distintos futuros.

 

Por fim, dois espectáculos que se colocam a imaginar de outro modo: Isabél Zuaa estreará “AFRO SAL.OYA”, uma investigação sobre o som e o seu impacto no corpo, nas vivências e nas memórias a partir do vasto legado cultural africano e europeu; enquanto Luísa Guerra, vencedora da bolsa Amélia Rey-Colaço, trará a Guimarães um quarto partilhado. “TOSHIIB4” é uma viagem digital que atravessa intimamente a infância e a adolescência de quem teve um computador só para si - e que através desse mundo se reinventa e se autodetermina.

 

À boleia das apresentações de espectáculos, voltamos a pensar e a criar para novos formatos. Através da rubrica hipertexto, iniciada o ano passado, convidamos jovens criadores portugueses para escreverem para o espaço digital, a partir das peças apresentadas, em parceria com o CoffeePaste, a Comunidade Cultura e Arte, e a Gerador. Não é o teatro a pensar o teatro, é o teatro a tentar sair dele próprio. No mesmo campo, o do pensamento e formação, lançamos a masterclass “Unreliable Narrator” destinada a estudantes e profissionais do teatro, jornalismo e literatura, lecionada pela brasileira Luanda Casella, artista residente da companhia belga NTGent.

 

Um festival deveria sempre resistir à tentação do simples coleccionismo. A sua experiência deve ser de outra ordem, a de quem vai para o campo e só regressa depois de se esquecer do caminho de volta. Sobre isso, as urtigas ajudam mais do que as flores: o ardor que nos deixam não é uma impressão nossa, é uma memória do próprio campo.

 

Esquecimento e ardor, é o que vos desejamos a todos. E o mais, que seja festa.




PROGRAMA


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