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SÁBADO 13 JUNHO, 19H00
Tudo em Avignon e eu aqui
"Tudo em Avignon e eu aqui" questiona a força opressora do aparelho teatral e a forma como ela condiciona a produção de imaginação. A atriz vimaranense Rebeca Cunha é assombrada por uma figura improvável, Chalino Sanchez, rei dos corridos no México, numa narrativa que põe em causa tanto a força da promessa como a de um futuro que teimamos em querer encenar - mesmo que a nossa imaginação já pouco mais seja do que daqui para trás. À nossa frente, fantasmas. E ainda que belos, cristalinos e translúcidos, não é através deles que conseguimos ver o nosso futuro. Contra a figura de um cantor assassinado por se recusar a descer dos palcos, surge a de uma atriz que nunca conseguiu imaginar a sua vida para lá deles. Tudo a brincar, mesmo que por dentro as mossas sejam muito a sério.
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