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SÁBADO 6 JUNHO, 18H00
Katarse ou Kê - IVU´KAR
A relação entre Teatro e Música é quase tão óbvia quanto histórica, mas parece que nos esquecemos frequentemente de dançar. Katarse ou kê será isso mesmo, música e teatro, catarse e temor. Demos início à rubrica o quadrimestre passado de forma mais tímida e bastante sentada. Em maio, vamos sugerir ambas as coisas, e em Junho teremos direito a uma sessão especial integrada nos Festivais Gil Vicente.
Podíamos falar de ivu’kar de muitas formas e todas elas seriam injustas. Entre o que João Grilo criou com a mãe e aquilo que pode ser a sua sinopse há mundos de distância. Não se descreve por outras palavras um espectáculo que nasce de uma relação entre uma mãe e um filho, menos ainda se ele estiver irremediavelmente tramado pela morte e pela eternidade que só a ficção permite. Se dois seres inventam uma língua entre si, é amor. Se a partilham connosco, mais amor será. Venham de peito aberto.

Este espetáculo terá tradução em Língua Gestual Portuguesa.
Língua Gestual Portuguesa e a língua através da qual grande parte da comunidade surda em Portugal (cerca de 30.000 pessoas) comunica entre si. A expressão "língua gestual" refere-se à língua materna de uma comunidade de surdos. As línguas gestuais são línguas naturais, que surgem e se desenvolvem naturalmente, como as línguas orais. É produzida pelos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais.