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22 FEVEREIRO A 27 MARÇO

Ciclo Poder - Parte I

Em 2020, o CCVF apresenta um ciclo de espetáculos comandado por uma das maiores formas universais de intervenção na relação com as mais diversas temáticas: o poder. Sempre com o corpo no centro.

A verdade é que o poder exerce sobre nós um fascínio que ultrapassa o domínio do racional, ou de qualquer lúcida explicação, movendo-se no eixo entre a utopia e seu outro extremo, a distopia. E neste corredor de possibilidades, espreitaremos o caos por si provocado ou de igual modo, o esplendor de si resultante. Começaremos pois pela origem (geográfica) da identidade, a terra, ou o lugar onde nos permitimos criar o ponto de partida para a elaboração do eu e do nós, ou seja, do sentido de comunidade. Tierras del Sud da companhia hispano-chilena Azkona & Toloza [22 fevereiro] aborda o exercício do poder sob a forma de novo colonialismo, através de uma peça de teatro documental que retrata a situação da Patagónia e do capitalismo selvagem que se abate sobre os povos indígenas lá residentes. Uma obra tão forte que tem vindo a influenciar o rumo dessa mesma história.


No passo seguinte, moveremos o olhar do poder sobre a posse da terra para o poder da construção da sociedade e seus valores, com a genial escrita de Shakespeare em A Tragédia de Júlio César [6 março]. Uma obra que fala de tirania, de vida privada e responsabilidade pública, fala de política e da imensa tensão entre política e moral. E neste jogo de poder, o espectador será invadido por novas perspetivas dos nexos políticos e valores que o nosso tempo parece forçar ao esquecimento.


E após mergulho na sociedade, atomizaremos um pouco o nosso olhar ao dirigi-lo sobre o indivíduo e sua complexa luta pelo poder, onde poesia e violência podem caminhar lado a lado. Tudo isso estará refletido em Eins Zwei Drei de Martin Zimmermann [27 março], num universo onde a relação entre dois personagens será sempre afetada por um terceiro. Em jogo estará a autoridade, a submissão e a liberdade. A terra (propriedade), a sociedade e o indivíduo enquanto temáticas que traçam perspetivas de atualização sobre o exercício de poder no contexto atual. Trilogia que forma a primeira parte desta linha de programação que terá continuidade no último quadrimestre do ano.


Rui Torrinha